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Com a palavra, @ voluntári@:
Por Raquel Mina

 

Eu não lembro a primeira vez que doei sangue, foi há muito tempo atrás. Mas eu lembro a última, foi em uma atividade de voluntariado promovida pela  SIPAT – Semana Interna de Prevenção de Acidentes na empresa em que trabalho.  Uma experiência muito interessante perceber como cada um que participava da ação via aquele momento, as dificuldades ou facilidades que cada um tinha para participar daquele momento, os medos e as experiências. Eu estava lá, esperando a minha vez para doar algo tão meu, meu sangue, sem saber para quem.  E aquele ato pode ter significado a diferença entre a vida e a morte de alguém que eu nunca conheci.

Fazer o bem, sem olhar a quem ou fazer o bem olhando a quem, não importa. Fazer o bem é tudo o que quer um voluntário.  Ser voluntário é se importar com o outro, vendo ou não, quem ele é. Ser voluntário é ser solidário com o sofrimento do outro, ou com a sua necessidade.

Solidariedade! Essa é a palavra que marca a vida de um voluntário.
No dia 25 de novembro, dia do doador de sangue, quero contar a história de um doador de sangue voluntário: meu marido. Por incrível que possa parecer,  até quarenta e uns anos ele não chegava a pesar 50 quilos e por isso, não podia doar sangue,  o que combinava perfeitamente bem com a aversão à agulhas. Mas, eis que chega o dia em que o metabolismo muda e ele, finalmente, alcança o peso de: 50 quilos!

Junto com os quilos, chega a mensagem de uma amiga informando que seu pai estava hospitalizado precisando de doadores de: sangue!

Tudo resolvido? Ainda não.  Faltava vencer o medo de agulhas. E ele venceu!
Agora sim, doador voluntário! Daqueles que marca a data na agenda para cumprir essa tarefa, já que existe um espaço mínimo ente uma e outra doação, para homens de  60 dias e para mulheres de 90 dias.

Cada Mulher pode fazer a diferença na vida de alguém quatro vezes por ano e cada homem pode fazer a diferença na vida de alguém seis vezes por ano. A partir de 16 anos é possível ser doador de sangue, com a autorização dos pais.

Essa história poderia acabar aqui, mas falando em pai, esse doador voluntário, também é pai. E ao fazer uma de suas doações, convidou o filho, para acompanhá-lo. A intenção era que as energias geradas por essa atitude de doar, alcançassem uma amiga muito querida, que estava e ainda está, recebendo constantes transfusões de sangue, na sua luta contra o câncer. Eles doavam aqui para alguém e lá em Curitiba, alguém doava para ela. Um movimento circular de solidariedade, uma forte corrente de amor, invisível aos olhos. Certamente, um doador voluntário anônimo estava lá, fazendo a diferença para ela. Coincidência  ou não, ela recebeu alta logo em seguida.

Nem todos podem doar sangue. Sim, existem restrições. Alguns impedimentos são temporários e outros definitivos. Mas todos podem doar atenção à essa causa! Informe-se no Hemocentro de sua cidade.

Seja doador, seja voluntário, seja solidário! E se você já é doador, parabéns pelo seu dia!

 

 

Foto: Argilando na Veia edição agosto/2017

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